Auto psicoblogia

quarta-feira, março 08, 2017

Revloucoes

terça-feira, fevereiro 25, 2014

Vento do Norte

Vento do Norte
Sol do Sul
Marés de Inverno
Deixadas à sorte
Por caminhos de pedra
Ou regaços de amor
Espinhosas palavras
Beijos sem dor

sexta-feira, novembro 10, 2006

Do nada tudo desvanece

tudo o que tinhamos perdi
tudo o que sentias se transformou
nada mais te posso pedir
pois em mim já não confias

segunda-feira, setembro 20, 2004

A história repete-se e voltará a acontecer.
O que leva uma pessoa a cair 2 vezes no mesmo erro (será?) e continuar à espera, desejoso até, que a mesma situação volte a ocorrer?
A paixão despertada pelo proibido? O raio da quimica interpessoal? A adrenalina de participar numa traição?
Não tenho consciência capaz de contrariar os instintos inconscientes que se expõem quando estou perto dela.
Chego à conclusão que afinal a traição maior não é a dela com ele, o oficial; é a dos meus instintos comigo, o outro.
Sempre fui o outro, tirando um ano de oficial (de transição), e sempre me irritei com o facto de me permitir a essa fraqueza, de me deixar dominar pelos meus instintos, ao fim e ao cabo de me deixar dominar por ela...


quinta-feira, setembro 09, 2004

Confusão

Ao tempo que já foi...
Lá longe, ali além,
Passo por mim
sem ver ninguém.

Parto para aqui sem convicção.
Preocupa-me e reconforta-me, triste,
A sina da solidão.

Contos

Um, dois três, quatro, ...
O tempo conta,
faz de conta.
Eu...não conto,
faz de tonta.
Tu..não contas
nem comigo nem contigo.
Quinhentos, mil, um milhão.
Não interessa o coração.
Pelo bem da nação!
Não.
Não são verdadeiros.
São sortes que passam pela mão;
São contos,
mil ou dois mil,
são ínfimos no coração

Viva a nação
Tudo pelos contos da nação...que é o teu coração.

quarta-feira, setembro 08, 2004

uma noite fria

quem um dia numa noite fria
me aceitou e abraçou num lâmego desaparecido
volta a cantar mais alto a supremacia da vitória da vida
sobre uma alegria qualquer.

e assim me vejo uma vez mais
sem o amparo gostoso de um dia
numa noite fria
e foi por querer saber como é mais uma vez
não estar sózinho que só.... fiquei comigo e as recordações
duma noite fria

as noites passam pelos dias
sem que em nenhum deles a lua não volte
e o sol naõ nasça
e eu não fique triste de ti descalço

hverá um dia mais uma noite fria

terça-feira, setembro 07, 2004

Vibra

Ordenadamente.
Desordenadamente.
Duma forma ou outra
nada está parado.

No entanto
Ontem foi igual a hoje,
antevisão de amanhã.

Tudo é igual.
Tudo roda à volta do mesmo mistério:
Tempo condensado,
todo somado é banal;
Espaço fechado,
com tempo constante
aqui e aí e agora e antes e depois
a alma não muda, o corpo apenas é,
e tudo o que será já é, já foi
estático por fora dinâmico por dentroàs voltas do mesmo.

Momentos pensamentos

De quando em quando
encontro momentos
que de vez em vez
me dão pensamentos
e me fazem sentir
vivo e amado, talvez...

Quando abrir uma flor não sei...
mas quando o meu coração abro
uma pétala cai.
Perde-se em mim
Transforma-se num fim
de ínfimas partes do caos,
que senão dolorso
certamente desgostoso,
que a mim me tornam
num só eu choroso.

Um só eu.
Um só deus?
que em mim se esqueceu
de me deixar o dom
de em dois o meu eu
se transformar dum bréu?

Uma só vida,
a minha,
é triste
e só.
Por dentro.
Consumo-me.
Por fora.
...está na hora

Análise espectral

Sobe desce.
Pára!
Desce sobe.
Não pára.

A sintonia para o amor está na frequência às vezes de fase com a dor. Formam um par acção reacção, onde um não existe sem o outro. A natureza é assim: brilhante. Todos estes desabafos anteriores são, nada mais nada menos, do que a reação dos sentidos à captação da frequência de harmónicos "negativos".No espectro natural há assim lugar para duetos de oscilações que às vezes se opoem e noutras se sobrepoêm. A nós, compete-nos capta-las e filtra-las dando assim uma resposta sub-amortecida, sobre-amortecida ou ressonante. Para concepcionar tal filtro não são necessárias matemáticas; a vida em si proporciona-nos a concepção e refinamentos dos mesmos. É uma aprendizagem consciente e inconsciente que por vezes se torna dolorosa e desgastante, dando fácilmente lugar a uma porta de frágil fecho para o negativismo espectral.

Destino desatino

Pergunto-me pelo destino.
Desatino com o hoje.
Pertutbo-me sem tino,
esperando pela hora
em que o fado se torne
no passado deste agora.

Presente, passado e futuro :
em que fronteira tão ténue
o meu espirito os une.
Como num circulo centripeto
o destino é preso
como a saudade do futuro
contida com desprezo.

Por principio tudo é lindo;
Mas no fim apela o destino
numa viagem que parece sem rumo
até que no fim se sente,
como o passado do futuro,
o presente.

PRETENSÕES

Alguém me disse um dia
aquilo que sentisse que queria
Ou não queria o que sentisse
e me disse o que pretendia

Pressinto que não entendo
sentir aquilo que queria
Quero só sentir o sentido
como um sonho do passado:
Despreocupado
Livre
Puro
Solto do que pretendeste
Vivo como o que sentiste
Lembro-o
Por mim
Por ti
Por nós...
....naquela idade de sentir sem pretender fugir.

só distante - de ti e de mim

por quanto muito do que sofro
é por ser o que não
quero
querer o que não
tenho
tanto tempo
sem ti
estive sempre
só
estou mais uma
vez
o que não
vejo
o que não quero
sentir
que não me amas
mais
do que aquilo que
queres
ter-me numa gaveta
fechado
na escuridão
de uma alma sem
perdão
se pequei
só?
não sei
se só
...nada sei
que a dor que corre
pelos rios de sangue
quente de um amor
por dar de um coração ardente
que é o meu
sofrimento constante de
ti estar
......distante.

amar ou gostar : love you

Porque raio dizes essas coisas ?!? Sabes que eu sei que não gostas de me amar, corrijo, de gostar de mim. Dizes que eu devo ter uma vida própria, amar as "pitas", ter um modo de vida moderno como alguns amigos teus da grande cidade fazem; parece que ao mesmo tempo que me procuras e adoras, queres afastar-me de ti, que eu deixe de gostar de ti como se assim para ti fosse a solução para de mim deixares amar, corrijo novamente, de gostares de mim.
Digo-te que tenho vida própria (assim como toda a gente parece-me) gostos próprios e digo-te que te amo porque o sinto; e se em vez apenas te digo que gosto de ti, é porque ficas estranha se te digo que te amo: reages mal, palavra adversa. Após tantos anos de nos conhecermos e amarmos, corrijo, de gostarmos, continuas numa aparente teimosia em não quereres fazer as pazes com os teus sentimentos por mim; não aceitas que me possas amar pois a palavra parece-te sempre maior do que o que gostas de mim - empurras o limite do seu significado para a frente.
Mas digo-te, não há que ter medo das palavras, não há que ter medo de amar.


 
as seen on tv music